Cuiabá, 23 de Fevereiro de 2018

FOLIA SEM RISCOS

Sábado, 10 de Fevereiro de 2018, 11h:40 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Como usar glitter no rosto sem ameaçar a pele e a saúde

Carnaval é mesmo hora de abusar da purpurina – e bastam algumas medidas para preservar os olhos e a pele da face

Por Giovana Feix

Para vários foliões Brasil afora, quase não há graça em pular carnaval sem abusar de uma boa dose de glitter. Poucos se atentam, no entanto, para a procedência desse tipo de produto, aplicado diretamente na pele. Infelizmente, se não houver cuidados específicos, o material pode, sim, trazer complicações.

GLITTER

 

Com isso em mente, SAÚDE reuniu orientações de dermatologistas e oftalmologistas sobre a purpurina. Porque curtir a folia com brilho só é bom quando ninguém sai machucado, não é mesmo?

Glitter na pele

“Uma maquiagem, seja qual for, só é indicada quando passa por inspeção da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e contém matérias-primas adequadas para a pele”, alerta, em comunicado à imprensa, a dermatologista Denise Steiner, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

É importante, portanto, observar se a marca do produto foi submetida a testes de controle de qualidade. De quebra, isso afasta alergias e contaminação.

Se mesmo assim você manifestar alguma irritação causada pelo glitter na pele, a doutora sugere que o rosto seja lavado imediatamente com água fria – uma compressa de água gelada funciona também. Já os hidratantes são contraindicados nesse tipo de situação.

“Outra dica legal é testar a maquiagem uma semana antes”, diz Denise. “Coloque na parte interna do punho e deixe por algumas horas para ver como sua pele reage”, ensina.

E lembre-se: não é recomendado compartilhar o glitter (nem qualquer maquiagem) com os amigos. “O risco de contaminação é alto e pode levar a conjuntivite e herpes”, ressalta Denisa. Melhor tomar cuidado.

Glitter nos olhos

É justamente ao redor dos globos oculares que os foliões mais costumam usar a purpurina – e é também onde a atenção deve ser redobrada. Ora, a própria pálpebra é mais sensível que a pele do rosto.

Deve-se prestar atenção, acima de tudo, para que o produto não entre em contato direto com os olhos. “Uma lesão na córnea, mesmo que pequena, pode provocar dor e vermelhidão”, observa Newton Kara Jose Junior, oftalmologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em uma nota à imprensa. “Isso pode evoluir para infecções como conjuntivite e úlcera de córnea”.

Para a especialista em Plástica Ocular e Vias Lacrimais do Hospital CEMA, Rita de Cássia Lima Obeid, evitar o excesso de produto na região é chave, junto com a limpeza adequada. “Fazer uma boa higiene com produtos apropriados e sempre retirar a maquiagem são algumas medidas a serem adotadas por quem vai curtir o carnaval”, relata, em comunicado. Para tirar o excesso, ela sugere o uso de um demaquilante cremoso e mesmo de um pouco de condicionador.

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