Cuiabá, 11 de Dezembro de 2017

DIA 04

Segunda-feira, 27 de Novembro de 2017, 14h:54 - IMPRIMIR | comentar (01)
A | A

compartilhar

Sucateamento e atraso salarial levam peritos criminais a uma paralisação

Daffiny Delgado

Reprodução

greve peritos criminais

 

O sucateamento da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec), atraso salarial e falta de servidores no órgão, levaram os peritos criminais do Estado de Mato Grosso a realizarem uma paralização no próximo dia 04 de dezembro.

 

Conforme a categoria, os servidores acataram um indicativo de greve para o dia 11, caso os salários dos servidores não sejam pagos até o dia 30 deste mês. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (27), durante uma assembleia geral da categoria.

 

Ao Única News, o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco-MT), Alisson Trindade, disse que a aprovação dos servidores a paralisação é devido aos inúmeros problemas dentro da unidade.

 

"O sucateamento e os atrasos no salário é apenas dois dos problemas enfrentados pelos servidores da Politec. Eu acredito que o indicativo de greve deve ser aprovado sim pela categoria".

 

Trindade explica que a demora do atendimento é relativa a falta de profissionais, pois em alguns municípios tem dias que não tem plantonista. Ele disse ainda que, diversos exames periciais estão sendo prejudicados por falta de reagentes e manutenção de aparelhos.

 

"A situação dos municípios do interior é terrível e desumana. Tem dias que não tem plantonista. Exemplo, Alta Floresta, tem dias que não tem plantonista e os profissionais de Sinop se deslocam até lá para cobrir, é uma falta de respeito também com as famílias. Nós já estamos sem condições de trabalho, falta de reagentes e a manutenção dos equipamentos impossibilita a conclusão e realização de exames periciais", ressaltou.

 

Segundo o sindicalista, a categoria já procurou dialogar com o governo do Estado, mas que não obteve avanços na pauta de reivindicações.

 

“Nós estivemos na Casa Civil há uns 10 dias, com o secretário Max Russi. Porém, ele não nos atendeu e colocou um adjunto para nos receber. Ou seja, o único caminho está sendo através de uma paralisação geral”, disse trindade.

 

 

Conforme Trindade, disse que para resolver os problemas da Politec tem um custo menor do que os outros órgãos da Secretaria de Segurança Pública (Sesp). “Eles dizem que é por falta de recursos. Para mim, é falta de vontade política, pois a Politec é pequena, não é de grande porte como a Polícia Militar (PM)”, disse.

Fb

Compartilhe esta notícia com os seus amigos

0 Comentário(s).

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

COMENTAR ESTA MATÉRIA
FECHAR

Edição Atual

Ed. Novembro 2017 Revista Única

ASSINAR LER A REVISTA MAIS



vídeo publicidade



Av. Historiador Rubens de Mendonça, 1731 - Cuiabá MT

arte@unicanews.com.br