Cuiabá, 21 de Novembro de 2017

‘ELES NÃO SABEM NEGOCIAR’

Quarta-feira, 01 de Novembro de 2017, 10h:22 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Secretário fala em dificuldades, do radicalismo de Sinetran e descarta aumento salarial

Daffiny Delgado

Única News

Sec Max Russi

 

O secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi, afirmou em coletiva à imprensa nesta terça-feira (31), no Palácio Paiaguás, que neste momento, o governo já estourou os gastos com servidores e será impossível conceder aumento para a categoria. Ele ainda chamou de radicalista, a ação do Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Sinetran/MT).

 

"A presidente não negocia bem, isso é uma realidade. O sindicato, desde o início do governo, está conduzido de forma a dificultar até mesmo as negociações. Eles partem para o radicalismo, pois entendem que vão perder benefícios, mas isso não vai acontecer. Não pode ser esquecido que Tribunal de Contas do Estado já notificou o Estado sobre o estouro do limite prudencial de gastos com os servidores, o que torna inviável qualquer aumento salarial para os trabalhadores, pois a medida é vetada pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)", afirmou.

 

O secretário destacou ainda que a forma como o sindicato vem conduzindo as negociações para sua categoria acaba prejudicando os servidores. "A forma do embate, sem a conversa, sem diálogo, tentando de todas as formas expor o governo não tem surtido efeito. Toda uma categoria acaba sendo prejudicada pela condução que seu sindicato tem dado”.

 

A greve do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran), já passa dos 50 dias. Ainda segundo o secretário, pelo menos três reuniões foram realizadas na Casa Civil para discutir sobre o reajuste pleiteado pela categoria. No entanto, eles não têm se esforçado para entender as dificuldades econômicas do Estado.

 

"Em nenhum momento o governo se furtou a negociar, a atender, sabemos do grande prejuízo que essa greve tem causado ao governo de Mato Grosso, a arrecadação do Estado, estamos perdendo arrecadação. Perdendo receita, mais de 50 dias de greve. Nós temos um prejuízo ainda maior que é o atendimento ao cidadão mato-grossense. Isso em nenhum momento está sendo preocupação por parte do sindicato", afirmou Russi.

 

Conforme a assessoria do sindicato, a categoria continuará em greve e um acampamento está sendo levantado na porta do Palácio Paiaguás, até que a categoria tenha um posicionamento do governo, quanto a atender as reivindicações dos servidores.

 

A categoria ressalta ainda que as negociações com o governo do Estado já somam nove meses e, que desde o início, o Executivo nunca apresentou nenhuma proposta para o pagamento do aumento salarial, que está sem atualização há seis anos.

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