Cuiabá, 22 de Novembro de 2017

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Domingo, 12 de Novembro de 2017, 15h:30 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Médicos do sistema penitenciário pedem exoneração devido aos baixos salários

Daffiny Delgado

Ilustrativa

MÉDICOS PRESÍDIOS

 

Pelo menos quatro médicos do sistema penitenciário do Estado de Mato Grosso pediram exoneração durante este ano devido aos baixos salários e falta de estrutura nas unidades. A falta desses profissionais nos presídios aumenta a proliferação de doentes, que resultou em um Salve Geral deflagrado pelos detentos.

 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado (Sindspen), João Batista, hoje, os presídios não contam com o total de servidores suficientes porque alguns pediram exoneração da função devido ao baixo salário que é pago para a categoria.

 

“Hoje para que todos os presos fossem atendidos diariamente seria necessários mais de 30 profissionais. Isso contando que os presos das cadeias são atendidos por médicos dos municípios, somente as penitenciárias centrais é que contam com o atendimento desses médicos”, detalhou.

 

O sindicalista reiterou que as petições dos presidiários já estavam há algum tempo em pauta nas negociações do sindicato por melhoria. A categoria assegurou que a questão da saúde já se encontra em sua lista de preocupações, pois a situação nas unidades é precária. "Algumas doenças acabam se proliferando no sistema penitenciário. Então, nós temos pedido sempre mais atenção à saúde", afirmou Batista.

 

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh-MT), confirmou que o salário inicial recebido por médico do Sistema Prisional é de R$ 5.837,58, para 40 horas semanais.

 

“Este é o salário inicial de qualquer profissional (médico, assistente social, administrador, psicólogo, advogado, etc) da categoria Profissional de nível superior do Sistema Penitenciário. Por enquanto, ainda não há previsão de aumento de salário e nem redução da carga. Porém, o Estado vai contratar mais médicos para realizar atendimento nas unidades prisionais”, afirmou trecho da nota.

 

Já com relação ao atendimento à saúde, a secretaria afirmou que todas maiores unidades possuem no próprio local equipes formadas por médico (clínico geral, ginecologista) enfermeiro, técnico de enfermagem, psicólogo, assistente social, odontólogo, auxiliar de saúde bucal, farmacêutico e nutricionista.

 

“Além disso, a Secretaria de Estado de Saúde contratará médicos para repor e ampliar o quadro de médicos do Sistema Penitenciário. Nas demais unidades, o atendimento é realizado na rede municipal. Quanto aos medicamentos, informamos que são fornecidos pelas Secretarias Municipais de Saúde e o Sistema Prisional recebe os mesmos medicamentos disponibilizados à população em geral”, finalizou.

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