Cuiabá, 11 de Dezembro de 2018

MÊS DA MULHER

Quinta-feira, 08 de Março de 2018, 07h:30 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Defesa pessoal poderia evitar onda de feminicídios em MT, diz representante da Federação de Krav Magá

Daffiny Delgado

Foto: Reprodução Internet

Taisa Guimarães

 

No dia internacional da mulher, Mato Grosso registra um número crescente de mulheres vítimas de feminicídios. Diante dessa situação, a representante da Federação Sul Americana em Mato Grosso de Krav Magá, Taisa Guimarães, afirmou que as mulheres poderiam estar vivas se elas soubessem como se defender.

 

"O Krav Maga oferece uma opção em uma situação de violência. Quando você sabe o que fazer, quando dá para fazer algo, quando você conhece a técnica, tem capacidade física e mental, as mulheres que já foram vítimas de feminicídio poderiam sim ter evitado situações de perigo para elas e também poderiam estar vivas se elas soubessem como se defender", afirmou.

 

Desenvolvido em Israel, o Krav Magá não é arte marcial nem esporte, e sim, técnicas de defesa pessoal. Segundo Taisa, o foco está em atingir o agressor em pontos sensíveis, o que faz com que qualquer pessoa, independente da força física e tamanho, consiga se defender.

 

“Tudo o que não pode numa arte marcial, a gente usa como objetivo, como alvo. Então, por exemplo, os nossos alvos são o olho, nariz, garganta, órgãos genitais. E para você conseguir enfiar o dedo no olho de alguém você tem que treinar, a gente treina, porque é um agressor, não é uma pessoa qualquer. Você pode morder, pode fazer o que for para salvar a sua vida”, explicou.

 

A especialista explica que conheceu a técnica depois de sofrer um assalto há nove anos. Na época, ela fazia a arte marcial do Kung fu, mas que no caso onde foi vítima de assaltantes, ela não pode usar as técnicas, pois os criminosos estavam armados.

 

"Eu fazia Kung Fu, me sentia segura, até ser assaltada por um casal armado. Me senti impotente com o Kung Fu, vou dar um chute, mas ele vai me dar um tiro. Fiquei com medo de sair de casa. Daí meu pai insistiu para eu ir conhecer o Krav Maga. Nunca tinha ouvido falar! Fui fazer uma aula experimental e me apaixonei. Isso já tem nove anos", explicou.

 

Neste mês da mulher a federação dará de presente, a todas as mulheres que se interessaram a aprender o Krav Magá, aulas gratuitas. Além dessa data especial, neste mês de março comemora-se 50 anos de Krav Maga do Mestre Kobi, que trouxe a arte para o Brasil. Todas as interessadas poderão procurar as academias em que a Taisa ministra as aulas. São elas: Academia Shatokan, Academia Soma e Academia Jacarézinho.

 

Na Shotokan, que fica na região do Centro, em Cuiabá, as aulas acontecem as terças e quintas-feiras as 19h e aos sábados das 9h ás 11h.

 

Já na Soma Fitness, que está localizada no bairro Jardim Petrópolis, as aulas são realizadas as segundas-feiras das 20 às 22h, E na Jacarezinho, que fica no bairro Boa Esperança, as aulas são realizadas as quartas e sextas-feiras as 20h.

 

Taisa ressalta que a mulher não tem que ser o sexo frágil e orienta a todas as mulheres a procurar a autodefesa, como uma maneira de se proteger. “Mulheres, aprendam a se defender, não sejam vítimas. Já passou da hora de deixarmos de ser sexo frágil. Femininas sim, frágeis jamais”, finalizou.

 

Feminicídios

 

Mato Grosso registrou somente este ano seis casos de feminicídios. De acordo com dados apresentados pelo Portal G1, o Estado está com a maior taxa do crime no Brasil, sendo 4,6 a cada 100 mil mulheres.

 

No país, em média 12 mulheres são assassinadas por dia. Trata-se de um aumento de 6,5% em relação a 2016, quando foram registrados 4.201 homicídios (sendo 812 feminicídios).

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