Cuiabá, 26 de Maio de 2018

ONOFRE RIBEIRO

Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018, 21h:58 - IMPRIMIR | comentar (01)
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O eleitor quer ou não ouvir...


    As eleições de 2018 elegerão o presidente da República, 27 governadores de estado, dois senadores por estado, todos os deputados federais e estaduais em cada estado. Será uma eleição muito ampla. Como é pra lá de sabido, ela se dá num momento em que o Brasil está parado dentro de um longo atoleiro deixado pela História antiga. E piorado muito das gestões Lula pra frente.

            Junto com as gestões petistas vieram esgotamentos públicos, privados e institucionais de todas as naturezas. O Estado brasileiro ficou lá atrás afundado no imenso atoleiro. Precisa mais do que tração nas quatro rodas. Esgotaram-se todos os valores e os apelos da política capazes de mobilizar os cidadãos na direção da política sem raiva, sem indignação e  com pouquíssima fé. Tudo isso é mais do que sabido.

            Porém, de qualquer modo não há como fugir da eleição. Só na hipótese de um improvável golpe de Estado. Até caberia nesse atoleiro, se houvesse quem o fizesse. Nem sombra de haver. Em 1964 o ambiente era de degradação política e havia os militares que se preparavam desde o Tenentismo em 1922. Não foi difícil. Bastou um esforço dos quartéis junto uma articulação com forças internas e com a embaixada dos EUA e se derrubou o governo João Goulart. Muito mais fraco, o governo Temer não cairá através de golpe de Estado. Quem o derrubaria? Nem sombra de haver.

            Havendo eleição, terá que haver candidatos. O que eles dirão ao eleitor indignado? O eleitor não entende disso, mas percebe que o Estado que governa o país está desmoronado. Logo, ninguém se elegerá com a promessa de fazer ações de qualquer natureza se entre elas não constar a completa reforma do Estado. E até a reconstrução da chamada Constituição Cidadã vigente. Um monte de contradições codificadas.

            Presidentes, governadores, senadores, deputados federais e  deputados estaduais tem sido eleitos historicamente pelas promessas que fazem. Não valem mais. Será que serão capazes de se reformular pra formular propostas de reformas amplas, gerais e irrestritas? Duvido muito. Até porque a maioria ainda não caiu a ficha que a política atual já venceu há tempos.

            O que farão os repetitivos marqueteiros com as suas fórmulas de plástico, pra candidatos de plástico? Encerro este artigo lembrando a frase do escritor português José Samarago, adequada aos candidatos de plástico: “Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia”.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br   www.onofreribeiro.com.br

           

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