Cuiabá, 18 de Dezembro de 2018

ANTONIO PACHECO

Sexta-feira, 06 de Julho de 2018, 10h:37 - IMPRIMIR | comentar (01)
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O circo de horrores da arena eleitoral em Mato Grosso

Antonio Pacheco

(Foto: divulgação)

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Quem ainda cultiva alguma sobra resistente de consciência sobre as inconciliáveis diferenças entre a alta política e a politicagem daninha, ao ler o noticiário político de Mato Grosso tem ganas pulverizar os chamados “homens públicos” com Glifosato, Paraquate e 2,4-D para ver se reduz a infestação destes parasitas que estão corroendo a verdadeira democracia, o espírito público, o republicanismo e os princípios de honradez, caráter ilibado, honestidade, seriedade, responsabilidade e sinceridade que são imprescindíveis ao exercício de mandatos eletivos e cargos de gestores públicos.

 

Faltando poucos dias para o início das convenções que definirão os candidatos, o cenário politico eleitoral em Mato Grosso vem ganhando contornos de arena romana. Os pré-candidatos se preparam com suas armas mais mortais: a língua venenosa e os dardos explosivos disparados via imprensa, diga-se a bem da verdade, comprada em sua esmagadora maioria a peso de ouro com verbas públicas ou simplesmente cevada graças a afagos financeiros e favorezinhos em migalhas. É de desesperar e vomitar ao mesmo tempo.

 

De um lado, o fracassado e mentiroso governador Pedro Taques (PSDB), de mãos cheias, derrama o dinheiro sacado do erário para bancar sua serelepe caravana do oportunismo rastaquera pelos interiores a fim de afogar a mente com palavras melífluas, recheadas de hipocrisia e falso moralismo, e obnubilar os olhos de incautos para tentar convencê-los de que sua administração da “destruição” fez algum bem ao povo e ao estado e que devem mantê-lo no cargo reelegendo sua figura de coroinha que bebe o vinho e devora toda as hóstias escondido do padre.

 

Chega a ser ridícula a fagueirice fingida de Taques abraçando trabalhadores humildes, mulheres raquíticas e empobrecidas, as criancinhas mal nutridas e efermiças, idosos quase cegos e desdentados para que as imagens sejam imediatamente postadas em suas redes sociais numa campanha bisonha de horrores bem reais.

 

Na outra ponta da arena, temos um bando de verdadeiras hienas e serpentes sibilinas espreitando a oportunidade de saltar sobre o que resta do butim praticado contra a Vaca Pública que é o Governo mato-grossense.

 

Reunidos numa autêntica guilda de velhacos, Jayme Campos, Mauro Mendes, Otaviano Pivetta, Wellignton Fagundes, Blairo Maggi, Carlos Bezerra e mais uma chusma de vassalos, apaniguados e mercenários em busca de oportunidades de participar e lucrar da rapina, se movimentam e armam estratégias em divisões e subdivisões pré combinadas com o intuito de ludibriar os cidadãos desavisados, os jovens alienados, e os novos ricos idiotizados com discursos de “restauração”, “união cívica”, “responsabilidade e competência”, “experiência inovadora”, “unidade” e “transparência e lealdade”. Um grande circo-arapuca que promete matar o eleitor de pura decepção e amargura tão logo, se eleito qualquer destes da guilda de velhacos, eles se assenhorem das chaves do Palácio Paiaguás e dos cofres da Sefaz.



Para piorar o cenário, não há a vista no momento, nenhuma perspectiva sólida de que a verdadeira oposição oferecerá aos eleitores uma opção de mudança efetiva de modelo e padrão de governo ao que está posto. Uma candidatura de esquerda, que poderia ser uma cunha e alavanca capaz de mudar esse enredo de filme de horror trash, não passa hoje de uma cogitação efêmera. O PT, o PcdoB, o Psol e o PCO, ainda não conseguiram sequer decidir se terão candidatos próprios ou se optarão por uma frente unida para a campanha deste ano. Estão enredados na própria paralisia e afogados no vazios de líderes maduros, revestidos de coragem e disposição de luta.

 

Por: Antonio P. Pacheco é jornalista

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