Cuiabá, 26 de Setembro de 2018

ONOFRE RIBEIRO

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2018, 10h:39 - IMPRIMIR | comentar (01)
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O Brasil que eu quero...


                        A campanha na televisão provocou uma avalanche de depoimentos. A maioria disparatada. Nada com nada! Outros tantos tocaram na superfície de um Brasil que submerge na incapacidade de se organizar minimante.

 

            De minha parte, o Brasil que eu quero nada tem a ver com esse que enxergo ao longo dos meus tantos anos de vida. Penso ser necessário resgatar um pouco dessa trajetória nacional até chegar ao desmonte total de hoje.

            Em 1954 morreu o presidente Getúlio Vargas num suicídio que encerrava uma fase de poderosa crise política. E abria outra crise. Elegeu-se presidente Juscelino Kubitscheck e mais crises. Tempos turbulentos de uma política de coronéis no Brasil. Substituído por Jânio Quadros, um paulista desencontrado. Renunciou oito meses depois e abriu espaços pra uma esquerda latina inspirada em sonhos românticos. Caiu derrubada pelos militares em 1964. Ficaram até 1985 e o Brasil mudou de cara. Uma política velha morreu e a nova nasceu deficiente física.

            Eleito ao modo de então, o mineiro Tancredo Neves produziu uma cuidadosa transição negociada entre os militares e a sociedade brasileira. Mas não tomou posse. Morreu em lenta agonia. Substituído por um egresso do regime militar, seu vice José Sarney assumiu um governo errático. Eleito pelo voto popular em 1990, outro errático presidente, Fernando Collor de Mello transitou pelo governo como um zumbi dopado.

            Em 1994 Fernando Henrique Cardoso elegeu-se a impôs uma reeleição. Dois governos ruins. Em seu lugar uma longa negociação com o mercado internacional Lula assumiu o governo. Trouxe consigo o Partido dos Trabalhadores e uma república sindicalista que se revelou muito semelhante à de Sarney e Collor. Sem rumo. A diferença foi o autoritarismo esquerdista e sonhos mal costurados. O país ajoelhou-se. Elegeu sua substituta pra um mandato enquanto costurava a sua volta num sonho de ditatura definitiva ao modo bolivariano. Com Dilma, continuou de joelhos, sem condições de se levantar.

            Os valores nacionais foram sepultados debaixo de palmos de ideologias lado a lado. Nenhuma responde aos anseios da nação. O país continua de joelho. Cada vez mais paralítico. Então, qual é o Brasil que eu quero? Eu e milhões de desiludidos compatriotas?

            Um Brasil sem ideologias. Um Brasil dos brasileiros. Sem o poder das corporações públicas e privadas. Queremos ter direito a sonhar com o futuro melhor do que o presente!

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreriberio@onofreribeiro.com.br   www.onofreribeiro.com.br

 

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