Cuiabá, 25 de Setembro de 2018

ANDREIA KRUGER

Quarta-feira, 04 de Julho de 2018, 16h:10 - IMPRIMIR | comentar (01)
A | A

compartilhar

AGROTÓXICOS. Não queremos nem podemos respirar e comer mais veneno!

Desde 2007 abracei essa causa, quando ainda era estudante do curso de Direito Agroambiental na Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT.


Andreia_Krueger2.jpeg

 

Foi em busca de qualidade de vida, e querer ter mais vida, que me tornei militante do meio ambiente, protegendo e defendendo essa bandeira verde. Junto com outros simpatizantes da causa, participei de muitos projetos em prol de um meio ambiente saudável para todos, conforme, aliás, nos ampara a Constituição Federal de 1988. Ficou estabelecido nesta que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida...”, impondo a todos o dever de defender e proteger o meio ambiente (art. 225).

 

 

Temos, então, a ferramenta mor que nos ampara, bastando nos unirmos para impedir não só ações, mas sobretudo propostas legislativas que coloquem em risco a saúde e a vida das pessoas.

 

Embora seja do conhecimento de todos, a contaminação dos alimentos de origem vegetal, apesar de ser um problema recorrente, parece não preocupar as autoridades que deveriam cuidar da saúde pública e vem violando, ou tentando diminuir as leis protetivas atuais, que já não são muitas. Ou seja, as autoridades encarregadas de proteger o meio ambiente e conter os abusos são as mesmas que, ocasionalmente, autorizam as violações, ou não fiscalizam adequadamente, como acontece no caso do uso indiscriminado dos pesticidas tóxicos.

 

O Projeto de Lei 6.299/2002, conhecido pelos chefs de cozinha e ambientalistas como "PL do Veneno", está causando a maior polêmica nas redes sociais e nas comunidades ambientalistas.

 

Isso porque, o projeto, criado pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, regulamentaria a criação de novos agrotóxicos e dificultaria a comunicação para o consumidor: seria bem mais difícil identificar um produto nocivo se, como prevê o PL, a palavra “agrotóxicos” fosse substituída por “defensivo fitossanitário”. 

 

Como algo que teoricamente seria uma coisa boa (proteger as plantas de pragas) pode prejudicar a nossa saúde seriamente? Ocorre que os pesticidas são ricos em metais pesados como mercúrio, chumbo e cádmio, que se acumulam no organismo e podem provocar doenças sérias, como diabetes, câncer e problemas na tireoide, levando até a morte.

 

É um problema mundial de saúde a proliferação de doenças crônicas não transmissíveis que têm como causa principal a intoxicação por agrotóxicos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), elas são responsáveis por 63% das 57 milhões de mortes declaradas no mundo em 2008, e por aproximadamente 50% do volume global de doenças.

 

A OMS ainda prevê um aumento de 15%, entre 2016 e 2020, dos óbitos causados por essas doenças.

 

 

Como defensora do meio ambiente e da alimentação saudável, peço para que todos brasileiros unam-se para levantarmos a nossa bandeira de proteção e prevenção. Diga não aos agrotóxicos, diga não a abertura de novas doenças.

 

Os alimentos não podem se transformar um grande vilão na nossa mesa, mas sim um aliado da nossa saúde para uma vida com qualidade hoje, amanhã e para as futuras gerações.

 

Por Andréia Kruger

 

Colunista Estilo de Vida Saudável!

Colunista de Gastronomia do Portal Rosa Choque.

Articulista da Saúde das Revistas:

Momento Diabetes

Viver Bem Mato Grosso

Revista Lu Me Mato Grosso

 

Graduada em Direito, especialista em direito Agroambiental e Alimentos.

Galeria De Fotos
Fb

Compartilhe esta notícia com os seus amigos

0 Comentário(s).

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

COMENTAR ESTA MATÉRIA
FECHAR

Edição Atual

Ed. Agosto 2018 Revista Única

ASSINAR LER A REVISTA MAIS



vídeo publicidade


Av. Historiador Rubens de Mendonça, 1731 - Cuiabá MT

arte@unicanews.com.br